Empreendedorismo não é só para empresários

Jovem EmpreendedorO desenvolvimento de uma cultura empreendedora – e essa é a missão do Conexão Noroeste – não se limita a estimular apenas a abertura de novas empresas e o surgimento de novos empresários. O empreendedorismo pode ser cultivado entre os colaboradores de um negócio.

Ao estimularmos a criatividade do corpo técnico no desenvolvimento de novos produtos ou a postura proativa no atendimento ao cliente, por exemplo, estamos contribuindo para o surgimento de uma cultura empreendedora dentro da nossa empresa.

Atitudes popularmente conhecidas como “pensar com a cabeça do dono” ou “vestir a camiseta da empresa” são comportamentos claramente empreendedores. Quando o colaborador instintivamente passa a ser um resolvedor de problemas para os clientes ou para outras áreas da própria empresa ele é um empreendedor.

O PRINCIPAL OBJETIVO DO EMPREENDEDOR É BUSCAR SOLUÇÕES

O empresário que procura alguém dentro da sua equipe para preencher cargos de chefia ou de liderança no organograma da empresa acaba, muitas vezes, não encontrando o perfil necessário e se obriga a recorrer ao mercado de recursos humanos – geralmente encontra a pessoa certa em outra empresa, pois esses profissionais costumam estar sempre bem empregados.

O custo de trazer alguém de fora para liderar equipes tende a ser consideravelmente maior do que o de formar um profissional na própria empresa. São diversos fatores que explicam essa verdade, que vão desde a alta faixa salarial até o tempo de adaptação do novo profissional ao ritmo interno.
A EMPRESA QUE TRATA SEU COLABORADOR COMO MERO FUNCIONÁRIO DESCARTÁVEL TENDE AO FRACASSO

Uma empresa é feita de pessoas. Achar as melhores para o negócio é uma tarefa que se torna, não raro, uma dor de cabeça para os empresários. O problema é que alguns tratam as pessoas de sua equipe como meras peças descartáveis na engrenagem dos processos internos da empresa. Quando precisam de um líder, contratam alguém de fora.

A responsabilidade pra esse comportamento problemático, que gera um custo desnecessário pelo alto turnover (rotatividade de pessoal), é tanto do empresário quanto do empregado. Do empresário, por não fornecer estímulos ao comportamento empreendedor; e do empregado pela falta de empatia ao não se colocar no lugar do dono.
SOLUCIONANDO PROBLEMAS DE LIDERANÇA E TURNOVER

A solução para diminuir os custos de contratação para cargos de liderança e para a alta rotatividade de pessoal pode vir de estímulos internos que recompensem a postura empreendedora. Para isso, é preciso superar o receio, que muitos gestores têm, de recompensar um funcionário brilhante temendo serem ultrapassados ou perderem o controle do negócio – esse receio é, geralmente, fruto de uma visão estreita do mercado.
INVESTIMENTO

Investir em treinamento, incentivar a equipe a buscar qualificação através da participação em eventos de empreendedorismo, palestras, cursos e workshops, procurar, portanto, desenvolver uma cultura empreendedora dentro do próprio negócio pode ser a chave para uma guinada ao crescimento. Achar diamantes brutos dentro dá própria empresa é financeiramente um ótimo negócio. Que tal começar garimpar?

Ranieri de Mattos é o idealizador do projeto Conexão Noroeste.

 

Saiba Mais sobre o Conexão Noroeste:
– Está confirmado: Conexão Noroeste 2016 em Ijuí!
– Entrevistas: Mauro Tschidel  – Arthur Bolacel – Flávio Steffens – Felipe Diesel
– Confirme presença no Facebook e confira as fotos da edição de 2015.

Está confirmado: Conexão Noroeste 2016 em Ijuí!

DSC_0114Depois do sucesso do piloto realizado durante a Semana Global do Empreendedorismo 2015, na URI de Santo Ângelo, em parceria com a incubadora URInova, o Conexão Noroeste chega à sua segunda edição com novidades para os empreendedores da região.

No dia 5 de abril, na Unijuí, o Conexão desembarca na colmeia do trabalho. Além das tradicionais palestras com os estudos de caso, onde empreendedores contam suas histórias em formato de depoimentos pessoais (no estilo Day 1 da Endeavor Brasil) e dos pitches para apresentação de novos negócios a investidores, essa edição contará com a realização de workshops!

Avise o seu gerente, entre em contato com o diretor da sua empresa, programe-se, porque estamos preparando workshops de qualificação em áreas como finanças, inovação, desenvolvimento de software, projetos e marketing digital.

Será um dia inteiro dedicado à troca de experiências, qualificação e networking. Em breve, as inscrições online serão liberadas. Avisaremos aqui, nesse blog. Fique ligado!

Enquanto isso, confirme presença no Facebook e confira as fotos da edição de 2015.

Ranieri de Mattos é o idealizador do evento e sócio da Experato Educação.

Leia também as entrevistas dos palestrantes que estiveram na URI:
Mauro TschidelArthur Bolacel – Flávio Steffens – Felipe Diesel

Conheça os apoiadores da edição de 2016:
Clube LibertasIncubadora CriatecUnijuí

Entrevistamos Mauro Tschidel (UsinaInfo), palestrante do Conexão Noroeste 2015

MauroO que levou um engenheiro agrônomo ao ramo de e-commerce?
Mauro. Como engenheiro agrônomo, sempre trabalhei e estudei voltado para tecnologia. Durante a faculdade, fui um dos primeiros a estudar sobre agricultura de precisão, tanto que um dos primeiros artigos do assunto, no Brasil é meu. Depois trabalhei como agrônomo, e sempre que possível desenvolvia softwares para facilidade e melhorar o desenvolvimento das minhas atividades. Então migrar para e-commerce não foi difícil, pois, eu tinha o conhecimento, gostava e só faltava a oportunidade. Quando apareceu, abracei.

Poucas pessoas sabem que a maior loja virtual de ferramentas e peças para eletrônica do Brasil nasceu em Santo Ângelo. Como a UsinaInfo “chegou lá”, estando longe dos grandes centros comerciais do país?
Mauro. Conseguir ser a maior em diversidade, é um caminho longo, complexo e caro. O mercado vai lhe ‘mostrando‘ que tem deficiências, e você tem que ter esta capacidade de enxergar e aproveitar. No nosso caso o início foi às peças para câmera digital, enxergamos que tinha mercado e ai começou o trabalho árduo, que é colocar em prática, estudar importação, despachante, frete, achar um fornecedor chinês, criar a loja virtual, etc. O ‘chegou lá’ não está somente na operação, e sim em enxergar o que o mercado quer. Hoje o mercado de peças para câmera, é insignificante financeiramente, o smartphone tomou o lugar das câmeras. Porém, anos atrás, o mercado de ferramentas, também nos mostrou que tinha espaço, pois fomos comprar e tivemos dificuldade, e ai entramos nele, novamente é enxergar a colocar em prática. E assim a mesma coisa em peças e componentes para eletrônica. Fica difícil de ‘resumir’ este processo, mas o gatilho no nosso caso é conseguir enxergar a necessidade, e atuar com foco em disponibilizar ao cliente a maior diversidade ao cliente a proporcionar uma facilidade de compra. Dá uma olhada em www.usinainfo.com.br e verás a diversidade que temos, e isto é complexo, pois temos que conhecer tudo o que vendemos e encontrar o que não sabemos que existe.

Pode-se dizer que o empreendedorismo digital tá na moda, que muitos sonham em montar uma startup e faturar milhões, porém as cosias não são tão simples. Você acredita que muitas pessoas ainda estão deslumbradas com a internet?
Mauro. Ai está uma coisa que não consigo entender. O digital é uma empresa igual outra. Hoje a hospedagem do site, chega a ser mais caro que aluguel, ou seja, os problemas são ‘físicos’. Não tem como escapar de RH, contabilidade, impostos, nota fiscal, administração, etc.,. O empreendedor digital tem os mesmo problemas do físico. Claro, a vantagem é você pode ter escala, e atingir o Brasil e o mundo sem sair de santo Ângelo, mas isto não é tão simples como vendem o sonho. Tente resolver um problema de um cliente em Pernambuco, por exemplo, e verá que o problema é real e ai a tua área de atuação é um problema. Entregue o produto no endereço errado, imagine o transtorno e custo que dá. Outra vantagem é que você pode desenvolver na garagem de casa. Sim, mas quem vai pagar teu almoço, luz, agua e telefone, computador? Então, alguém vai ter que ‘investir’ na sua empresa, e no caso serão seus pais. Então o sonho é uma coisa, um plano de negócios e colocar em prática é bem diferente.

Que conselho você daria para o jovem que tem apenas uma ideia e gostaria de empreender, ganhar dinheiro com essa ideia. Por onde começar?
Mauro. Hoje tem uma diversidade de metodologias para ‘desenhar’ seu negócio. O bom e velho plano de negócios e o novo Canvas, por exemplo. A base é desenhar, seja num papel, num software (Ex: XMind – Escolha minha), tudo que tu quer fazer, o que precisa, problemas, etc. Leia tudo sobre o assunto, não fique na primeira página do google, mude a pergunta e leia novamente. E vá colocando no seu ‘desenho’. Quando achar que sabe bastante, olhe seu desenho e complete. Pronto, você tem sua ideia e seus problemas. Chame sua família e mostre e veja a reação, escute. Mostre sua ideia para o maior número de pessoas que puder, desde que confie nelas e ouça e anote as sugestões. Ai depois disto, você poderá montar um projeto e buscar um investidor, seja da família, anjo, etc. E a última, lembre-se que marketing é muito caro, então faça bons orçamentos e estimativas para embasar seu plano.

 

Confira também as outras entrevistas dos palestrantes do Conexão Noroeste 2015:

– Arthur Bolacel

– Flávio Steffens

Felipe Diesel

Saiba mais: Está confirmado: Conexão Noroeste 2016 em Ijuí!